
Explante de Silicone: a importância da ressonância nuclear magnética das mamas no planejamento pré-operatório
4 minA preocupação recente com a segurança dos implantes de silicone tem levado muitas mulheres a procurar a retirada, mesmo sem nenhuma complicação aparente nas mamas. E quase sempre a mesma pergunta aparece na consulta: como a minha mama vai ficar depois?
É uma pergunta difícil de responder com palavras. Depois de anos com o implante, a paciente já não sabe quanto de tecido próprio existe embaixo dele, e a imaginação costuma trabalhar contra ela.
A ressonância como ferramenta de conversa
O artigo descreve o uso da ressonância nuclear magnética como ferramenta de diagnóstico para o planejamento cirúrgico. Os cortes axial e sagital do exame são analisados em detalhe para avaliar a quantidade de tecido existente em cada mama, uma de cada vez.
A diferença do método não está só no exame, e sim no que se faz com ele: as imagens são mostradas à paciente durante a consulta pré-operatória. Ela vê onde termina o implante e onde começa o tecido dela, e entende de forma concreta o quanto daquele tamanho atual vem da prótese.
Comparar com quem se parece com você
Junto das imagens são apresentadas fotografias de pós-operatório de pacientes com características semelhantes. A ressonância mostra o ponto de partida; as fotos mostram para onde caminhos parecidos costumam levar.
Segundo o artigo, as pacientes demonstraram alto grau de compreensão das imagens apresentadas e se mostraram satisfeitas com essa análise detalhada da expectativa de resultado.
Por que isso importa
A conclusão do trabalho é que comparar as imagens de ressonância com resultados de pós-operatório confere maior objetividade ao diálogo pré-operatório, favorecendo a compreensão do resultado esperado.
Dito de outro modo: a decisão de explantar deixa de se apoiar em suposição. E quando a expectativa é construída sobre exame e imagem real, também fica mais fácil dizer com honestidade o que não é possível alcançar, inclusive quando a melhor recomendação é não operar.
A publicação
Autoria de Patricia Jackeline Maciel, Luan Aguiar Ferretti, Jessica Sierra Ferraz de Campos e Barbara Valença Pereira Conde.
Publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica em 2024, volume 39, número 1, e0835. DOI 10.5935/2177-1235.2024RBCP0835-EN.
Descritores: implante mamário; doenças mamárias; cuidados pré-operatórios; imageamento por ressonância magnética; elastômeros de silicone.


