Mama Redonda sem Silicone: o Que Cria a Forma Quando Não Há Prótese
3 minQuem chega ao consultório incomodada com a flacidez costuma já vir com a conclusão pronta: para a mama voltar a ser redonda, vai precisar de prótese. É uma crença tão difundida que muita gente nem pergunta se existe outro caminho.
Existe, e o que o cria não é volume acrescentado de fora.
O que dá forma quando não há implante
Na mastopexia sem prótese, o que produz volume, sustentação e projeção é o próprio tecido mamário da paciente, remodelado e reposicionado. Em vez de acrescentar um corpo estranho para empurrar a mama para cima e para a frente, o tecido que já está ali é reorganizado para construir o contorno — inclusive o polo superior, o tal do colo, que costuma ser o argumento mais forte a favor do implante.
Ao comentar um pós-operatório, a Dra. Patrícia aponta exatamente isso: uma mama circular, com o colo marcado, sem silicone nenhum.
Os dois lados quase nunca pedem a mesma coisa
Esse caso traz um número que chama atenção pelo contraste: foram retirados 100 gramas de um lado e 15 do outro.
As fotos comparadas são de seis meses depois da cirurgia, quando o resultado já assentou. A diferença entre os lados não é erro nem capricho — é a resposta a uma assimetria que já existia. Uma das mamas estava mais envelhecida que a outra, e a flacidez atrapalhava a forma daquele lado em particular. Cada mama recebeu o que precisava para as duas chegarem ao mesmo lugar. É por isso que a pergunta "quantos gramas se tira nessa cirurgia?" não tem resposta antes do exame.
O teste que a foto de frente esconde
Uma mama com flacidez costuma se comportar bem na foto de frente, em pé. O incômodo aparece em outras posições — e é aí que a Dra. Patrícia insiste no detalhe mais concreto desse acompanhamento.
Deitada, antes da cirurgia, a mama se espalhava para o lado e escorria para baixo do braço, e o colo desaparecia. Depois, mesmo deitada, o colo continua lá. Com o braço levantado, o contorno redondo se mantém. Esses são os momentos em que a forma se prova, e nenhum deles aparece no retrato que se costuma olhar.
Para quem isso serve
A conversa costuma interessar a quem gosta do volume que tem e quer resolver a flacidez, sem trocar um incômodo por um implante que exigirá acompanhamento por décadas.
Este é um caso, e um caso descreve uma pessoa. O que cabe em cada mama, se há indicação e qual técnica usar são decisões individuais, que se tomam em consulta.


